40 semanas de gestação: sintomas, bebê e sinais de parto

Gestante com 40 semanas de gestação acariciando a barriga no quarto do bebê.

Chegar às 40 semanas de gestação significa alcançar a data provável do parto, a famosa DPP. O bebê está a termo completo, já apresenta características de um recém-nascido e pode nascer a qualquer momento.

Mesmo assim, a DPP funciona como uma estimativa. É possível completar 40 semanas sem contrações, dilatação ou outros sinais claros de trabalho de parto. 

Nessa fase, o acompanhamento do pré-natal deve continuar, assim como a atenção aos movimentos do bebê e às mudanças no corpo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui as orientações da equipe responsável pelo seu pré-natal.

40 semanas de gestação são quantos meses?

As 40 semanas de gestação correspondem ao final do nono mês de gravidez

Como os meses têm durações diferentes, essa equivalência é aproximada. Por isso, médicos e outros profissionais de saúde preferem acompanhar a gestação em semanas e dias.

A 40ª semana também marca a data provável do parto, calculada geralmente a partir do primeiro dia da última menstruação. 

👉 Se ainda houver dúvidas sobre essa conta, veja como calcular a idade gestacional e a DPP.

De acordo com a classificação do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, o período entre 39 semanas e 40 semanas e 6 dias é chamado de termo completo. A partir de 41 semanas, a gestação passa a ser considerada termo tardio, enquanto 42 semanas ou mais correspondem ao período pós-termo.

👉 Para acompanhar toda essa evolução, consulte também o nosso calendário da gestante semana a semana.

Como está o bebê com 40 semanas?

Com 40 semanas de gestação, o bebê está pronto para viver fora do útero. Os órgãos já passaram pelas principais etapas de formação, embora o cérebro continue se desenvolvendo intensamente depois do nascimento.

Segundo a Mayo Clinic, um bebê com 40 semanas pode pesar em torno de 3,4 quilos. O comprimento costuma ficar próximo dos 50 centímetros. Essas medidas são apenas referências, pois bebês saudáveis podem nascer menores ou maiores.

Nessa semana, o bebê:

  • Continua acumulando gordura sob a pele;
  • Pode apresentar pequenas quantidades de vérnix, a camada esbranquiçada que protege a pele;
  • Geralmente está posicionado com a cabeça voltada para baixo;
  • Mantém os ciclos de sono e vigília;
  • Reconhece sons familiares, incluindo a voz da mãe;
  • Tem os ossos do crânio ainda flexíveis, facilitando a passagem pelo canal de parto.

Como o espaço dentro do útero está menor, os movimentos podem parecer diferentes. Em vez de chutes amplos, você pode sentir o bebê se esticando, pressionando ou deslizando.

Mas atenção: o bebê deve continuar se movimentando até o trabalho de parto e também durante ele. 

O NHS orienta procurar atendimento imediatamente se o bebê estiver se mexendo menos que o habitual, parar de se mexer ou apresentar uma mudança importante em seu padrão.

Sintomas comuns nas 40 semanas de gestação

O corpo pode apresentar vários desconfortos nessa reta final. Algumas mulheres sentem muitos sintomas, enquanto outras chegam às 40 semanas se sentindo relativamente bem.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Pressão na pelve, principalmente quando o bebê está encaixado;
  • Dor lombar;
  • Cólicas parecidas com as menstruais;
  • Barriga endurecendo em alguns momentos;
  • Contrações de treinamento;
  • Cansaço e dificuldade para dormir;
  • Vontade frequente de urinar;
  • Sensação de peso na parte inferior da barriga;
  • Azia, gases ou intestino preso;
  • Aumento do corrimento vaginal;
  • Inchaço leve nos pés e tornozelos;
  • Ansiedade pela proximidade do parto.

As orientações do NHS para a 40ª semana também citam dor nas costas, problemas para dormir, contrações de Braxton Hicks e inchaço entre os possíveis sintomas desse período.

Estou com 40 semanas de gestação e não sinto nada. É normal?

Sim. Chegar às 40 semanas sem dilatação, contrações dolorosas ou perda do tampão pode ser normal, especialmente se o bebê estiver bem e a gestação estiver sendo acompanhada.

A data provável do parto não representa um prazo exato para o bebê nascer. Algumas mulheres entram em trabalho de parto antes dela, outras no próprio dia e muitas somente depois.

Também é possível que o colo do útero ainda esteja fechado durante uma consulta e comece a mudar pouco tempo depois. A dilatação é apenas uma das informações consideradas pela equipe e não permite prever sozinha quando o parto acontecerá.

O mais importante é manter as consultas. 

👉 Como explicamos em nosso guia de pré-natal, o acompanhamento não termina quando a DPP chega. 

O profissional poderá avaliar a pressão arterial, os movimentos e batimentos do bebê, o líquido amniótico, o colo do útero e a necessidade de exames complementares.

Quais são os sinais de trabalho de parto?

Alguns sinais indicam que o corpo está se preparando, mas nem todos significam que o bebê nascerá naquele mesmo dia.

Contrações regulares

As contrações do trabalho de parto tendem a ficar mais fortes, longas e próximas umas das outras. Elas continuam mesmo quando a gestante muda de posição, toma banho ou tenta descansar.

Veja as principais diferenças:

Contrações de treinamentoContrações de trabalho de parto
Costumam ser irregularesAparecem em um ritmo cada vez mais regular
Podem melhorar com repouso ou mudança de posiçãoContinuam independentemente da posição
Geralmente não ficam progressivamente mais fortesA intensidade aumenta com o tempo
Podem causar apenas endurecimento da barrigaCostumam provocar dor, pressão ou cólica crescente

Saída do tampão mucoso

O tampão é uma secreção espessa e gelatinosa que pode ser transparente, rosada, marrom ou apresentar pequenas estrias de sangue.

Sua saída mostra que o colo uterino está passando por mudanças, mas não existe um prazo exato para o nascimento. O trabalho de parto pode começar em algumas horas ou levar alguns dias.

Rompimento da bolsa

Quando a bolsa se rompe, pode ocorrer uma saída repentina de líquido ou um gotejamento contínuo que a gestante não consegue controlar.

O líquido amniótico costuma ser claro ou levemente esbranquiçado. Se houver suspeita de rompimento, coloque um absorvente externo, observe a cor e entre em contato com a maternidade. Não use absorvente interno.

Segundo as orientações sobre os sinais do trabalho de parto, líquido com cor alterada, cheiro desagradável ou acompanhado de sangue precisa de avaliação imediata.

Pressão pélvica e dor nas costas

A descida do bebê pode aumentar a pressão na vagina, no reto e na pelve. Algumas mulheres também sentem cólicas ou dor lombar que aparece em ondas, acompanhando as contrações.

Mulher com 40 semanas de gestação organizando o quarto do bebê ao lado do berço.

Quando ir para a maternidade?

Cada equipe pode dar uma orientação diferente de acordo com o histórico da gestante, a distância até a maternidade e as condições da gravidez. Por isso, siga primeiro o combinado com o profissional que acompanha você.

Procure ou contate a maternidade se:

  • As contrações estiverem regulares, dolorosas e próximas, frequentemente a cada cinco minutos;
  • A bolsa romper, mesmo sem contrações;
  • Houver sangramento vaginal vermelho vivo;
  • O bebê se mexer menos que o habitual;
  • O líquido estiver esverdeado, escuro ou com cheiro desagradável;
  • Aparecer febre ou dor forte e contínua;
  • Você sentir uma vontade intensa de fazer força;
  • Algo parecer diferente ou preocupante.

Dor de cabeça forte e persistente, alterações na visão, dor abaixo das costelas e inchaço repentino no rosto ou nas mãos também precisam de avaliação urgente, pois podem estar associados à pré-eclâmpsia. Esses sinais são detalhados nas orientações médicas sobre pré-eclâmpsia.

O que acontece se o bebê não nascer com 40 semanas?

Se mãe e bebê estiverem bem, a equipe pode recomendar que a gestação continue sob acompanhamento. A frequência das consultas e os exames solicitados dependem de cada caso.

Durante essa avaliação, o profissional pode verificar:

  • Movimentos e batimentos cardíacos do bebê;
  • Quantidade de líquido amniótico;
  • Posição do bebê;
  • Pressão arterial da gestante;
  • Condições do colo do útero;
  • Presença de contrações;
  • Necessidade de cardiotocografia ou ultrassom.

Em gestações sem complicações, a Organização Mundial da Saúde recomenda a indução do trabalho de parto ao atingir 41 semanas e não recomenda a indução de rotina antes desse período. A conduta deve ser individualizada, considerando a datação da gravidez, o histórico materno e a avaliação do bebê.

Indução do parto significa que será feita uma cesárea?

Não. A indução do parto não significa cesárea automática. O objetivo é estimular o amadurecimento do colo e o início das contrações para tentar um parto vaginal.

Dependendo da avaliação, a equipe pode utilizar métodos mecânicos, medicamentos, ocitocina ou rompimento artificial da bolsa. A escolha considera o colo do útero, a posição do bebê, a presença de cesáreas anteriores e outras condições clínicas.

A cesárea pode ser necessária se surgir alguma indicação materna ou fetal, ou se o trabalho de parto não evoluir com segurança.

Também vale lembrar que chá, óleo de rícino, medicamentos, suplementos e receitas caseiras para induzir o parto não devem ser usados sem orientação profissional

Até mesmo caminhada, relações sexuais ou estímulos nas mamas precisam respeitar as condições da sua gestação.

O que fazer enquanto o parto não começa?

A espera pode parecer interminável, especialmente quando chegam mensagens perguntando se o bebê já nasceu. Tente concentrar a energia no que está ao seu alcance:

  • Descanse sempre que conseguir;
  • Beba água e mantenha refeições leves;
  • Observe o padrão de movimentos do bebê;
  • Deixe os contatos da equipe e da maternidade acessíveis;
  • Separe documentos, exames e cartão da gestante;
  • Confira o trajeto e o transporte até o hospital;
  • Revise o seu plano de parto;
  • Deixe a mala da maternidade pronta;
  • Avise o acompanhante e organize a rede de apoio.

👉 Para revisar tudo sem esquecer documentos, roupas e itens de higiene, consulte também o nosso checklist completo para a maternidade.

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FAQ sobre 40 semanas de gestação

40 semanas de gestação são quantos meses?

As 40 semanas de gestação correspondem ao final do nono mês de gravidez. Essa equivalência é aproximada, por isso o acompanhamento médico utiliza semanas e dias.

É normal chegar às 40 semanas sem dilatação?

Sim. Algumas gestantes chegam às 40 semanas com o colo fechado e entram em trabalho de parto espontaneamente depois. A dilatação pode começar e evoluir em poucas horas.

O bebê pode nascer depois da data prevista?

Sim. A data provável do parto é apenas uma estimativa. O nascimento pode acontecer antes ou depois dela, sempre com acompanhamento do pré-natal.

É perigoso passar das 40 semanas?

Completar 40 semanas não significa, por si só, que existe um problema. A partir desse momento, o acompanhamento deve continuar e pode se tornar mais frequente. Ao chegar às 41 semanas, a equipe costuma conversar sobre a indução do parto.

O bebê se mexe menos com 40 semanas?

Os movimentos podem parecer diferentes devido ao espaço reduzido, mas o bebê deve continuar se mexendo. Se houver redução, ausência ou mudança no padrão habitual, procure atendimento imediatamente.

Barriga dura com 40 semanas é contração?

Pode ser uma contração de treinamento. Se a barriga endurecer de forma regular, com dor crescente e intervalos cada vez menores, pode ser o início do trabalho de parto.

Quanto tempo depois da saída do tampão o bebê nasce?

Não existe um tempo exato. O parto pode começar em algumas horas ou somente depois de vários dias. Observe a presença de contrações regulares, rompimento da bolsa e outros sinais.

A indução do parto sempre termina em cesárea?

Não. Muitas induções evoluem para parto vaginal. A cesárea é indicada quando existe uma razão clínica ou quando a indução e o trabalho de parto não evoluem com segurança.

Chegar às 40 semanas de gestação traz ansiedade, expectativa e muita vontade de finalmente conhecer o bebê. Continue acompanhando os movimentos, mantenha contato com a equipe e respeite o tempo do seu corpo, sem deixar de procurar ajuda diante de qualquer sinal de alerta.

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