Tem como escolher o sexo do bebê? Entenda o que a ciência diz
A dúvida tem como escolher o sexo do bebê é mais comum do que parece. Muitas famílias sonham com uma menina, outras imaginam um menino, e também há quem tenha essa curiosidade por já ter filhos de um mesmo sexo.
Mas, de mãe para mãe, é importante separar o que é ciência, o que é possibilidade médica, o que é proibido no Brasil e o que é apenas simpatia ou tentativa sem comprovação.
A resposta mais direta é: cientificamente, existe uma forma de identificar e selecionar o sexo do embrião em casos de fertilização in vitro, por meio de um exame genético feito antes da implantação no útero.
Porém, no Brasil, escolher o sexo do bebê por preferência pessoal não é permitido. Essa possibilidade só é aceita quando existe risco de transmissão de doenças genéticas ligadas ao sexo, como a hemofilia e a distrofia muscular de Duchenne.
Neste conteúdo, vamos conversar com calma sobre como o sexo do bebê é definido, quais técnicas existem, o que a lei permite e por que métodos como tabela chinesa, posição sexual, dieta e dia da relação não têm comprovação científica.
Quem define o sexo do bebê?
O sexo cromossômico do bebê é definido no momento da fecundação.
De forma simples:
- A mulher sempre oferece um cromossomo X, porque os óvulos carregam cromossomo X.
- O homem pode oferecer um espermatozoide com cromossomo X ou com cromossomo Y.
- Quando o espermatozoide X fecunda o óvulo, o embrião tende a ser XX, associado ao sexo feminino.
- Quando o espermatozoide Y fecunda o óvulo, o embrião tende a ser XY, associado ao sexo masculino.
Por isso, em uma gestação natural, é o espermatozoide que participa da definição cromossômica do sexo do bebê. A chance costuma ficar próxima de 50% para menina e 50% para menino, embora pequenas variações possam acontecer na população.
Tem como escolher o sexo do bebê naturalmente?
Até hoje, não existe um método natural comprovado cientificamente para escolher o sexo do bebê.
Existem muitas teorias, simpatias e dicas passadas de geração em geração. Algumas falam sobre o dia da relação, outras sobre posição sexual, alimentação, fases da lua, tabela chinesa e até objetos embaixo do travesseiro.
O ponto é que, mesmo quando alguém diz que “funcionou”, pode ter sido apenas coincidência. Afinal, em uma gestação natural, a chance já fica perto de metade para cada sexo.
Então, se a pergunta é tem como escolher o sexo do bebê em casa, a resposta mais honesta é: não existe garantia e não há comprovação científica.
É possível escolher o sexo do bebê na fertilização in vitro?
Sim, a fertilização in vitro pode permitir a identificação do sexo do embrião, mas isso não significa que qualquer casal possa escolher ter menino ou menina.
A técnica usada para isso é o diagnóstico genético pré implantacional, também chamado de PGD ou PGT. Ele é feito antes da transferência do embrião para o útero.
Funciona assim:
- A mulher passa por um processo de estimulação ovariana.
- Os óvulos são coletados.
- Os óvulos são fecundados em laboratório com os espermatozoides.
- Os embriões se desenvolvem por alguns dias.
- Uma pequena amostra de células do embrião é analisada geneticamente.
- Essa análise pode identificar alterações cromossômicas, doenças genéticas e também os cromossomos sexuais.
- O médico seleciona o embrião mais indicado para transferência, respeitando as normas éticas e médicas.
Esse exame permite identificar se o embrião é do sexo feminino ou masculino antes da implantação no útero.
Mas aqui entra um ponto muito importante: no Brasil, essa informação não pode ser usada apenas para satisfazer o desejo da família de ter um menino ou uma menina.
No Brasil, pode escolher o sexo do bebê?
No Brasil, não é permitido escolher o sexo do bebê por preferência pessoal, mesmo em tratamentos de reprodução assistida.
A seleção só é permitida quando existe uma justificativa médica, especialmente para evitar doenças genéticas ligadas ao sexo.
A orientação ética citada pela Clínica Origen, com base nas normas do Conselho Federal de Medicina, informa que as técnicas de reprodução assistida não devem ser usadas com a intenção de selecionar o sexo ou outra característica biológica do futuro filho, exceto para evitar doenças no possível descendente.
Ou seja, não é permitido fazer FIV apenas para escolher:
- “quero uma menina porque já tenho menino”
- “quero um menino para completar o casal”
- “quero equilibrar a família”
- “quero escolher o sexo para montar o enxoval”
A exceção existe quando há risco de doenças hereditárias que atingem mais um sexo do que o outro.
Existe técnica para separar espermatozoides X e Y?
Sim, em alguns países existe uma técnica chamada sexagem de espermatozoides, ou sperm sorting.
Uma das tecnologias mais conhecidas é a MicroSort, que tenta separar espermatozoides com cromossomo X dos espermatozoides com cromossomo Y. Essa separação é feita porque os espermatozoides com cromossomo X têm um pouco mais de material genético do que os com cromossomo Y.
Depois da separação, o material pode ser usado em procedimentos como inseminação artificial ou fertilização in vitro.
Mas é importante ter calma com essa informação. Essa técnica:
- não é permitida no Brasil para escolha de sexo por preferência
- não tem 100% de garantia
- pode ter resultados variáveis
- ainda gera discussões médicas e éticas
- não substitui avaliação com especialista em reprodução humana
Além disso, algumas clínicas internacionais que discutem a técnica apontam que as taxas de sucesso podem ser maiores para selecionar embriões femininos do que masculinos, mas ainda assim sem garantia total.
👉 Leia também: O que comprar no enxoval do bebê: lista essencial e econômica
O dia da relação pode influenciar no sexo do bebê?
Essa é uma das dúvidas mais famosas quando o assunto é se tem como escolher o sexo do bebê.
Existe uma teoria chamada método Shettles, criada na década de 1960. Ela diz que os espermatozoides com cromossomo Y, associados ao sexo masculino, seriam mais rápidos e menos resistentes. Já os espermatozoides com cromossomo X, associados ao sexo feminino, seriam mais lentos e mais resistentes.
Segundo essa teoria:
- Para tentar ter menino, a relação deveria acontecer bem perto da ovulação.
- Para tentar ter menina, a relação deveria acontecer alguns dias antes da ovulação.
Parece simples, né? Mas o problema é que a ciência não confirmou essa teoria.
Estudos clínicos não encontraram uma relação confiável entre o dia da relação sexual e o sexo do bebê. Um estudo citado pelo MD.Saúde, publicado no New England Journal of Medicine, acompanhou 221 mulheres tentando engravidar e não identificou um padrão entre o momento da relação e o sexo do bebê.
Além disso, estudos mais recentes sobre espermatozoides não sustentam bem essa ideia de que os espermatozoides X e Y sejam tão diferentes em velocidade ou formato a ponto de permitir uma escolha natural confiável.
E o método Whelan, funciona?
O método Whelan é outra teoria antiga, mas ele sugere quase o contrário do Shettles.
De forma resumida, ele dizia que:
- Para tentar ter menino, a relação deveria acontecer vários dias antes da ovulação.
- Para tentar ter menina, a relação deveria acontecer mais perto da ovulação.
Hoje, esse método é pouco usado e também não tem comprovação científica forte.
O maior risco dessas tentativas é o casal focar tanto em dias específicos que acaba reduzindo a frequência das relações no período fértil. E aí, em vez de aumentar a chance de ter menino ou menina, pode acabar diminuindo a chance de engravidar.
Dieta pode ajudar a escolher o sexo do bebê?
Também existem teorias sobre alimentação.
Algumas dizem que, para ter menina, a mulher deveria consumir mais leite e derivados, evitar sal e comer certos alimentos. Outras afirmam que, para ter menino, seria melhor comer alimentos mais salgados, carnes, peixes e evitar laticínios.
Mas, até o momento, não há evidência científica confiável de que a dieta consiga determinar o sexo do bebê.
O que realmente importa, para quem está tentando engravidar, é manter uma alimentação equilibrada, cuidar dos exames, conversar com a médica e preparar o corpo para uma gestação saudável.
👉 Leia também: Alimentação para gestante: o que priorizar em cada trimestre da gravidez
Tabela chinesa consegue prever ou escolher o sexo do bebê?
A tabela chinesa é uma superstição muito conhecida. Ela cruza a idade da mãe com o mês da concepção para tentar prever se o bebê será menino ou menina.
Muita gente ama brincar com ela, e tudo bem. Faz parte daquele momento gostoso de imaginar o bebê, pensar no nome e sonhar com o futuro.
Mas a tabela chinesa não escolhe e não prevê com base científica. Ela deve ser vista como uma brincadeira, não como um método confiável.
👉 Leia também: 100 nomes de bebê diferentes: ideias criativas
Simpatias para engravidar de menina
As simpatias para ter menina existem há muito tempo e passam de família em família. Algumas das mais conhecidas são:
- Ter relação à tarde.
- Ter relação em dias pares do mês.
- A mulher tomar a iniciativa.
- Manter penetração menos profunda.
- O homem chegar ao orgasmo antes da mulher.
- Colocar uma colher de pau embaixo da cama.
- Colocar uma fita rosa embaixo do travesseiro.
- Consumir leite e derivados.
- Evitar comidas muito salgadas.
Essas simpatias não têm comprovação científica. Mas, se forem seguras, sem prejuízo para a saúde e encaradas como brincadeira, podem fazer parte desse imaginário gostoso da tentativa.
Simpatias para engravidar de menino
Também existem simpatias para tentar ter menino, como:
- Ter relação à noite.
- Ter relação em dias ímpares do mês.
- O homem tomar a iniciativa.
- Usar posições com penetração mais profunda.
- A mulher chegar ao orgasmo antes do homem.
- O homem usar roupas mais largas para manter os testículos “fresquinhos”.
- Comer alimentos mais salgados.
- Consumir carne e peixe.
- Evitar leite e derivados.
Mais uma vez, vale reforçar: essas dicas não escolhem o sexo do bebê. Elas fazem parte das crenças populares e não substituem orientação médica.
Cuidado com promessas milagrosas
Quando o assunto envolve maternidade, sonho e expectativa, é muito fácil encontrar promessas tentadoras.
Desconfie de métodos que dizem:
- “100% garantido”
- “método secreto”
- “escolha o sexo do bebê naturalmente”
- “kit infalível para engravidar de menino”
- “curso para engravidar de menina”
- “fórmula que os médicos escondem”
De mãe para mãe: nenhum método caseiro consegue garantir o sexo do bebê.
Muitos desses produtos usam depoimentos reais, mas isso não prova eficácia. Como a chance natural já é perto de 50%, sempre haverá pessoas dizendo que deu certo.
👉 Leia também: Roupas para gestantes: peças essenciais para cada fase da gravidez

Então, qual é a resposta final: tem como escolher o sexo do bebê?
Depende do contexto.
Na gravidez natural: Não existe método comprovado para escolher o sexo do bebê.
Com simpatias, dieta, tabela chinesa ou posição sexual: Pode ser divertido, mas não há garantia nem comprovação científica.
Com fertilização in vitro e diagnóstico genético: A ciência consegue identificar o sexo cromossômico do embrião antes da transferência.
No Brasil: A seleção do sexo do bebê só é permitida quando existe indicação médica para evitar doenças genéticas ligadas ao sexo.
Ou seja, para a maioria das famílias, o sexo do bebê continua sendo uma surpresa da natureza.
Perguntas frequentes sobre escolher o sexo do bebê
Tem como escolher o sexo do bebê naturalmente?
Não existe um método natural comprovado para escolher o sexo do bebê. Relação em determinado dia, posição sexual, dieta, simpatias e tabela chinesa não oferecem garantia científica.
Dá para escolher o sexo do bebê na FIV?
A FIV com diagnóstico genético pode identificar o sexo do embrião. Porém, no Brasil, essa seleção só pode ser usada para evitar doenças genéticas ligadas ao sexo, não por preferência pessoal.
É permitido escolher menino ou menina no Brasil?
Não por preferência familiar. No Brasil, a escolha do sexo do bebê em reprodução assistida é permitida apenas em situações específicas, como risco de doenças genéticas ligadas ao sexo.
O método Shettles funciona?
Não há comprovação científica de que o método Shettles funcione. Estudos não encontraram relação confiável entre o dia da relação sexual e o sexo do bebê.
A tabela chinesa funciona para escolher o sexo do bebê?
A tabela chinesa é uma tradição popular e pode ser usada como brincadeira, mas não tem base científica para escolher ou prever o sexo do bebê.
Comer certos alimentos ajuda a ter menino ou menina?
Não há evidência confiável de que a alimentação determine o sexo do bebê. A alimentação equilibrada é importante para a saúde da mãe e do bebê, mas não para escolher o sexo.
Posição sexual influencia no sexo do bebê?
Não há comprovação de que a posição sexual influencie se o bebê será menino ou menina.
Se eu quiser evitar uma doença genética, o que devo fazer?
O ideal é procurar um especialista em reprodução humana e fazer aconselhamento genético. Assim, a família entende os riscos, os exames indicados e as possibilidades dentro da lei.
Conclusão
A dúvida tem como escolher o sexo do bebê mexe com sonhos, expectativas e até com aquela ansiedade gostosa de imaginar o futuro. Mas a resposta precisa ser cuidadosa.
A ciência permite identificar o sexo do embrião em tratamentos de fertilização in vitro, mas no Brasil essa escolha só é permitida por motivo médico, especialmente para evitar doenças genéticas ligadas ao sexo.
Já os métodos naturais, como dia da relação, dieta, tabela chinesa, simpatias e posições sexuais, podem até fazer parte da brincadeira, mas não têm comprovação científica.
No fim, o mais importante é cuidar da saúde, preparar o corpo para a gestação e viver esse caminho com informação, acolhimento e menos cobrança.
E quando chegar a hora de preparar o enxoval, visite o site da Agora Sou Mãe e aproveite o cupom BLOGASM para ganhar 10% de desconto nas suas compras.
🛍️ Visite o site da Agora Sou Mãe!