Calendário de vacinas do bebê: SUS x particular em 2026

Mãe segura o bebê durante consulta para vacinação infantil

Quando o bebê nasce, a caderneta de vacinação passa a acompanhar a família em consultas, viagens e retornos ao posto de saúde. No começo, tantas siglas e doses podem confundir. BCG, penta, VIP, ACWY, pneumocócica e rotavírus aparecem lado a lado, enquanto ainda surge a dúvida sobre fazer tudo no SUS, optar pela clínica particular ou combinar as duas redes.

Para facilitar essa organização, reunimos o calendário de vacinas do bebê atualizado para 2026 e as principais diferenças entre o que está disponível no SUS e na rede particular.

Resposta rápida: o SUS oferece gratuitamente um calendário amplo e seguro desde o nascimento. A rede particular pode complementar a proteção com vacinas como a meningocócica B, o rotavírus pentavalente e combinações acelulares, que costumam provocar menos reações e podem reduzir o número de injeções. Em 2026, o SUS também passou por avanços importantes, com a incorporação da pneumocócica 20-valente e o reforço da meningocócica ACWY aos 12 meses.

Importante: este conteúdo ajuda a entender o calendário, mas não substitui a avaliação do pediatra ou da equipe da Unidade Básica de Saúde. Prematuridade, doenças crônicas, imunossupressão, alergias graves, viagens e doses anteriores podem mudar a orientação individual.

Calendário de vacinas do bebê em 2026: tabela por idade

A tabela abaixo compara o calendário nacional do Ministério da Saúde com as recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações para crianças. Na rede particular, o esquema exato pode variar conforme a marca da vacina, a idade de início e o histórico da criança. Por isso, leve sempre a caderneta original para conferência.

Idade SUS em 2026 Rede particular e recomendações SBIm
Ao nascer BCG e hepatite B, preferencialmente ainda na maternidade. Hepatite B. A BCG costuma ser feita pelo SUS, e a disponibilidade privada deve ser confirmada no serviço.
2 meses Pentavalente, VIP contra poliomielite, rotavírus monovalente e 1ª dose da pneumocócica 20-valente. Vacina combinada acelular, como penta ou hexa conforme o histórico, rotavírus pentavalente e pneumocócica 15 ou 20-valente.
3 meses 1ª dose da meningocócica C. 1ª dose da meningocócica ACWY e 1ª dose da meningocócica B.
4 meses 2ª dose da pentavalente, VIP e rotavírus. Durante a transição de 2026, a 2ª dose pneumocócica pode ser feita com a Pneumo 10. Continuação do esquema com vacina combinada acelular, rotavírus pentavalente e pneumocócica 15 ou 20-valente, conforme o produto iniciado.
5 meses 2ª dose da meningocócica C. 2ª dose da meningocócica ACWY e da meningocócica B.
6 meses 3ª dose da pentavalente e VIP; início da influenza anual e da vacinação contra a covid-19, conforme o produto disponível. Continuação da vacina combinada acelular. Influenza anual com formulação disponível no serviço. A tabela SBIm 2026/2027 indica a vacinação de rotina contra covid-19 no SUS para esta faixa etária.
7 meses 2ª dose contra covid-19, conforme o esquema iniciado. Na primeira vacinação contra influenza antes dos 9 anos, são indicadas duas doses com 30 dias de intervalo. Complementação da influenza quando for a primeira vacinação, seguindo o produto e a orientação do serviço.
9 meses Febre amarela e possível 3ª dose contra covid-19, conforme a vacina utilizada. Febre amarela. A indicação deve considerar condições clínicas e orientação para a região onde a criança vive ou viajará.
12 meses Reforço da pneumocócica 20-valente, reforço com meningocócica ACWY e 1ª dose da tríplice viral. Reforços das pneumocócicas 15 ou 20, meningocócica ACWY e meningocócica B; 1ª dose de tríplice viral e varicela; 1ª dose de hepatite A.
15 meses Reforços de DTP e VIP, 2ª dose da tríplice viral, 1ª dose de varicela e dose única de hepatite A. Reforço com vacina combinada acelular, 2ª dose de tríplice viral e varicela. O momento pode variar conforme o produto e o intervalo adotado.
18 meses Não há dose de rotina específica para todos os bebês, desde que o calendário anterior esteja completo. 2ª dose de hepatite A, geralmente seis meses após a primeira.

Vale salvar: para prematuros, a vacinação costuma seguir a idade cronológica, contada desde o nascimento, e não a idade corrigida. Algumas condições exigem um calendário especial. Se esse for o caso do seu bebê, veja também nossa calculadora de idade corrigida e confirme as vacinas com o pediatra ou com o CRIE.

O que é vacina combinada acelular?

A vacina combinada acelular reúne proteção contra várias doenças em uma única aplicação e usa apenas partes purificadas da bactéria responsável pela coqueluche. É o caso das vacinas pentavalente acelular e hexavalente acelular disponíveis na rede particular.

O nome fica mais simples quando separamos as duas partes:

  • Combinada: protege contra várias doenças na mesma injeção.
  • Acelular: contém componentes selecionados da bactéria da coqueluche, sem utilizar a célula bacteriana inteira.

A pentavalente acelular geralmente protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e infecções pelo Haemophilus influenzae tipo b. Já a hexavalente acrescenta a proteção contra hepatite B.

Na prática, essas combinações podem diminuir o número de injeções na mesma visita. Elas também costumam causar menos febre, dor e irritabilidade do que as versões com células inteiras. Isso não quer dizer que a pentavalente oferecida pelo SUS seja ruim ou insegura. Ela é eficaz e segue sendo uma parte muito importante do calendário infantil.

Exemplo aos 2 meses: no SUS, o bebê recebe a pentavalente e a VIP em aplicações separadas. Na rede particular, a hexavalente pode reunir essas proteções em uma única injeção. Rotavírus e pneumocócica continuam sendo administradas separadamente, pois não fazem parte da hexavalente.

Quanto custam as vacinas no particular?

O preço das vacinas particulares varia conforme a cidade, a clínica, o fabricante, a aplicação em casa e a contratação de pacotes. Para dar uma referência realista, consultamos valores divulgados por serviços de vacinação em agosto de 2026.

Vacina Preço aproximado por dose em 2026 Quantidade comum no calendário do bebê
Hexavalente acelular R$ 340 a R$ 370 Usada principalmente aos 2 e 6 meses, conforme produto e histórico.
Pentavalente acelular R$ 305 a R$ 345 Pode ser usada aos 4 meses e nos reforços, conforme orientação.
Rotavírus pentavalente R$ 270 a R$ 372 Três doses, geralmente aos 2, 4 e 6 meses.
Meningocócica ACWY R$ 380 a R$ 435 Duas doses iniciais e um reforço, dependendo da marca e da idade de início.
Meningocócica B R$ 640 a R$ 760 Na recomendação iniciada no primeiro ano, duas doses e um reforço.
Pneumocócica 15 R$ 310 a R$ 350 Duas ou três doses e reforço, conforme produto e idade de início.
Pneumocócica 20 R$ 474 a R$ 630 Duas ou três doses e reforço, conforme produto e idade de início.
Influenza infantil R$ 160 a R$ 210 Duas doses na primeira vacinação e uma dose anual nos anos seguintes.
Hepatite A infantil Cerca de R$ 200 Duas doses na recomendação particular, aos 12 e 18 meses.
Tríplice viral R$ 150 a R$ 180 Duas doses após 1 ano de idade.
Varicela Cerca de R$ 375 Duas doses após 1 ano de idade.

Somando um calendário particular amplo do nascimento aos 18 meses, o gasto pode ficar em torno de R$ 8 mil a R$ 11 mil. O valor final depende das vacinas escolhidas, dos reforços, da marca e dos descontos oferecidos em pacotes.

Como economizar sem deixar o bebê desprotegido: antes de contratar um pacote, compare cada item com o calendário atual do SUS. Em 2026, a Pneumo 20 passou a ser oferecida gratuitamente para crianças menores de 5 anos, e o SUS também disponibiliza a ACWY no reforço dos 12 meses. Muitas famílias utilizam a rede pública para essas doses e deixam o orçamento particular para vacinas ainda não oferecidas na rotina, como a meningocócica B.

Valores consultados em agosto de 2026. Os preços podem mudar sem aviso e não incluem necessariamente taxa de atendimento domiciliar.

Qual é a diferença entre as vacinas do SUS e as particulares?

As vacinas oferecidas pelo SUS são seguras, eficazes e fundamentais para a proteção infantil. A diferença da rede particular aparece principalmente na variedade de produtos, na quantidade de tipos de vírus ou bactérias cobertos e na possibilidade de usar combinações que diminuem o número de aplicações.

Vacinas combinadas acelulares

No SUS, o bebê recebe a pentavalente de células inteiras e a VIP separadamente aos 2, 4 e 6 meses. Na rede particular, as versões penta ou hexavalente acelulares podem reunir várias dessas proteções em uma aplicação.

A SBIm considera preferível o componente acelular contra coqueluche porque os eventos adversos, como febre, dor e irritabilidade, tendem a ser menos frequentes e intensos. Isso não significa que a pentavalente do SUS seja inferior em segurança ou eficácia.

Rotavírus monovalente e pentavalente

O SUS utiliza a vacina monovalente em duas doses, aos 2 e 4 meses. A rede particular oferece a pentavalente em três doses, aos 2, 4 e 6 meses. A monovalente é baseada em um genótipo principal e oferece proteção cruzada contra outros; a pentavalente inclui cinco genótipos.

Atenção aos prazos do rotavírus: essa vacina tem limites de idade específicos. Em 2026, o Ministério da Saúde orienta a 1ª dose entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias, e a 2ª entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias. Se houver atraso, procure a UBS ou o pediatra sem esperar a próxima consulta.

Meningocócica ACWY e meningocócica B

O SUS aplica a meningocócica C aos 3 e 5 meses e, desde 2025, usa a ACWY no reforço dos 12 meses. A rede particular permite iniciar a própria ACWY ainda nos primeiros meses e também oferece a meningocócica B, que não faz parte da rotina universal do SUS.

Segundo a recomendação SBIm 2026/2027, a meningocócica B pode começar aos 3 meses, com nova dose aos 5 meses e reforço entre 12 e 15 meses. O esquema muda quando a vacinação começa mais tarde.

Pneumocócicas

Por muitos anos, a comparação mais comum era Pneumo 10 no SUS contra Pneumo 15 ou 20 na rede particular. Esse cenário começou a mudar em 2026, com a incorporação da Pneumo 20 ao calendário nacional.

Na rede privada, as pneumocócicas 15 e 20 já estavam disponíveis e são recomendadas pela SBIm para ampliar a cobertura contra sorotipos adicionais. A escolha e a quantidade de doses dependem da idade de início e do produto utilizado.

O que mudou no calendário do SUS em 2026?

A principal novidade para os bebês é a entrada da vacina pneumocócica 20-valente. O calendário publicado pelo Ministério da Saúde indica Pneumo 20 aos 2 meses, Pneumo 10 aos 4 meses durante a fase de transição e reforço com Pneumo 20 aos 12 meses.

Essa combinação temporária acontece enquanto os estoques e esquemas são adaptados. A instrução normativa de 2026 informa que, quando a Pneumo 10 estiver indisponível, o serviço pode iniciar ou completar o esquema com a Pneumo 20.

O que a mãe precisa fazer? Levar a caderneta em todas as aplicações e seguir a orientação da sala de vacinação. Quem já completou o esquema anterior com Pneumo 10 não deve buscar uma dose extra por conta própria. A necessidade de complementar com Pneumo 15 ou 20 deve ser avaliada conforme idade, histórico e condições de saúde.

Pode fazer algumas vacinas no SUS e outras no particular?

Sim, é possível combinar as duas redes. Muitas famílias fazem as vacinas de rotina na UBS e procuram a clínica particular para produtos que ampliam a cobertura, como a meningocócica B, ou para versões acelulares.

Essa combinação precisa ser registrada e conferida por um profissional. Algumas vacinas são intercambiáveis, enquanto outras devem, sempre que possível, ser completadas com o mesmo produto. A SBIm orienta, por exemplo, manter a mesma vacina de rotavírus quando ela estiver disponível. As vacinas meningocócicas B de fabricantes diferentes também não devem ser trocadas sem avaliação.

  • Leve a caderneta física tanto à UBS quanto à clínica.
  • Peça o registro do nome da vacina, fabricante, lote, data e próxima dose.
  • Antes de pagar por um pacote, confira o que já está disponível gratuitamente no SUS em 2026.
  • Não repita uma dose apenas porque o nome comercial parece diferente.
  • Em caso de dúvida, peça ao pediatra um plano único, reunindo as duas redes.

Como organizar as vacinas do bebê sem se perder

1. Use a caderneta física e a versão digital

A caderneta entregue na maternidade continua sendo o principal registro para mostrar aos profissionais. O Ministério da Saúde também disponibiliza a Caderneta Digital da Criança dentro do Meu SUS Digital, com consulta das vacinas registradas e alertas para as próximas doses.

2. Marque a próxima dose antes de sair

Terminou a aplicação? Já anote a próxima data no celular. Nos primeiros meses, as visitas são frequentes e podem se misturar com consultas, exames e noites mal dormidas.

3. Não espere para atualizar uma dose atrasada

Na maioria dos casos, não é preciso reiniciar todo o esquema. A equipe considera as doses já registradas e completa o que falta, respeitando os intervalos. O rotavírus merece atenção especial porque possui limite de idade para aplicação.

4. Prepare uma saída confortável

Leve caderneta, documento da criança, fralda, troca de roupa e os itens que costumam acalmar o bebê. Se ele mama no peito, uma peça com abertura prática pode ajudar antes ou depois da vacina. Para organizar outros itens do dia a dia, confira nossa lista de enxoval do bebê.

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Dúvidas frequentes sobre o calendário de vacinas do bebê

Quais vacinas o bebê toma aos 2 meses em 2026?

No SUS, o calendário de 2026 indica pentavalente, VIP contra poliomielite, rotavírus monovalente e 1ª dose da pneumocócica 20-valente. Na rede particular, podem ser usadas combinações acelulares, rotavírus pentavalente e pneumocócica 15 ou 20, conforme orientação e produto escolhido.

Vacina particular é melhor que a do SUS?

As vacinas do SUS são seguras, eficazes e protegem contra doenças importantes. Algumas versões particulares ampliam a cobertura para outros sorogrupos ou genótipos, causam menos reações em parte das crianças ou combinam proteções em menos injeções. A decisão depende do histórico do bebê e das possibilidades da família.

Quais vacinas do bebê só têm na rede particular?

Entre as principais opções que não fazem parte da rotina universal do SUS estão a meningocócica B, o rotavírus pentavalente e combinações penta ou hexa acelulares. A disponibilidade muda ao longo do tempo e algumas vacinas podem ser oferecidas pelo CRIE para crianças com condições especiais.

Pode tomar vacinas no SUS e no particular?

Sim. É possível fazer parte do calendário na UBS e complementar na rede particular. Leve sempre a caderneta para evitar repetição de doses e permitir que o profissional verifique o fabricante, os intervalos e a compatibilidade entre os produtos.

O que acontece quando uma vacina do bebê atrasa?

Procure a UBS ou o pediatra assim que perceber o atraso. Em geral, as doses já recebidas continuam válidas e o esquema é completado. A vacina contra rotavírus tem limites de idade específicos, por isso não deve ser adiada sem orientação.

Bebê prematuro vacina pela idade corrigida?

Em geral, o prematuro é vacinado pela idade cronológica, contada desde o nascimento. Peso, internação, condições clínicas e vacinas como BCG podem exigir avaliação específica. O pediatra, a maternidade ou o CRIE deve orientar o calendário individual.

A vacina contra covid-19 faz parte do calendário infantil?

Sim. Em 2026, o Ministério da Saúde mantém a vacinação de rotina contra covid-19 para crianças de 6 meses a menores de 5 anos. O número de doses e os intervalos dependem do imunizante disponível e do histórico vacinal.

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